Psoríase: tipos, gravidade e tratamento em São Paulo

O que é psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e imunomediada, não contagiosa, que pode acometer a pele, o couro cabeludo, as unhas e, em alguns pacientes, as articulações. O dermatologista é o médico responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento das manifestações na pele. A Dra. Thais Akemi Yoshimoto é médica dermatologista e atende em Moema, São Paulo.

A doença tem curso variável, com períodos de atividade e de melhora. Resulta da combinação de predisposição genética com fatores ambientais, e vias inflamatórias como as das interleucinas 23 e 17 têm papel central. É mais corretamente descrita como imunomediada do que como autoimune clássica. Não é causada por falta de higiene e não passa de uma pessoa para outra.

Pontos principais

  • A forma mais comum é a psoríase em placas, em cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombar.
  • A gravidade considera a extensão (BSA), a intensidade (PASI), o impacto na vida (DLQI) e o acometimento de áreas especiais.
  • Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase tem artrite psoriásica.
  • Há tratamento para cada situação: tópicos, fototerapia, medicamentos orais e imunobiológicos.
  • Com as terapias atuais, a meta é pele limpa ou quase limpa sempre que possível.

Como saber se uma lesão pode ser psoríase?

A psoríase em placas costuma formar lesões avermelhadas, bem delimitadas e cobertas por escamas esbranquiçadas. Os locais mais típicos são cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombossacra e umbigo. Também pode aparecer nas unhas, nas dobras, nas palmas e plantas e na região genital.

Outras doenças podem ter aparência parecida, como dermatite seborreica, eczemas, micoses e lúpus cutâneo. O diagnóstico é feito no exame dermatológico e, em casos de dúvida, com biópsia.

Tipos de psoríase

  • Em placas: a mais frequente. Placas bem delimitadas, avermelhadas, com escamas prateadas.
  • Couro cabeludo: descamação espessa que ultrapassa a linha do cabelo. Muitas vezes confundida com caspa. A avaliação do couro cabeludo é detalhada em tricologia.
  • Ungueal: furinhos na unha, descolamento, manchas amareladas e espessamento.
  • Invertida: nas dobras, como axilas, virilhas e abaixo das mamas. Tem pouca escama e é úmida.
  • Gutata: pequenas lesões em gota espalhadas pelo corpo, comum após infecção de garganta.
  • Palmoplantar: nas palmas das mãos e plantas dos pés, com fissuras que atrapalham trabalho e caminhada.
  • Pustulosa e eritrodérmica: formas raras e graves, com pústulas ou vermelhidão em quase todo o corpo. Precisam de atendimento rápido.

Psoríase em áreas especiais pode ser considerada grave?

Sim. A extensão da pele acometida não é o único fator de gravidade. Rosto, couro cabeludo, genitais, palmas, plantas e unhas são chamados de áreas especiais. Lesões nesses locais causam impacto desproporcional na rotina, respondem pior aos tratamentos tópicos e podem levar a psoríase a ser classificada como grave mesmo quando a área total é pequena. Coceira intensa e falta de resposta ao tratamento tópico também pesam na decisão.

Psoríase nas unhas aumenta o risco de artrite psoriásica?

Sim, há associação. A psoríase ungueal, com pequenas depressões na unha, descolamento, manchas amareladas e espessamento, é mais frequente em quem tem artrite psoriásica e funciona como sinal de alerta. Isso não significa que toda pessoa com psoríase na unha terá artrite. Significa que vale perguntar, a cada consulta, sobre dor, inchaço ou rigidez nas articulações. Veja o bloco sobre artrite psoriásica.

Psoríase no couro cabeludo ou dermatite seborreica?

As duas causam descamação no couro cabeludo e podem coexistir. Na psoríase, as placas costumam ser mais espessas, bem delimitadas e com escamas secas, muitas vezes passando da linha do cabelo para a testa, a nuca ou atrás das orelhas. Na dermatite seborreica, a descamação tende a ser mais fina, amarelada e oleosa. A diferenciação é feita no exame e nem sempre é simples. A psoríase do couro cabeludo pode aumentar a queda de fios nas fases de atividade, em geral sem perda permanente. Para outras causas de queda, veja a página de queda de cabelo e tricologia.

O que piora a psoríase

Estresse, infecções, trauma na pele, tabagismo, consumo de álcool e excesso de peso. Alguns medicamentos também podem piorar a psoríase, como lítio e betabloqueadores.

Corticoides por via oral ou injetável não são tratamento de rotina da psoríase em placas. A interrupção pode desencadear piora, incluindo formas pustulosas, embora estudos recentes sugiram que isso seja menos frequente do que se pensava. Quando são necessários por outro motivo, o uso deve ser discutido com o dermatologista.

Como a gravidade é medida

Na consulta, a psoríase é medida para orientar o tratamento e acompanhar a resposta:

  • BSA: porcentagem da superfície do corpo acometida. A palma da mão do paciente equivale a cerca de 1%.
  • PASI: combina extensão, vermelhidão, espessura e descamação em cada região do corpo, numa escala de 0 a 72.
  • DLQI: questionário sobre o impacto da doença na qualidade de vida.

Valores acima de 10 nesses índices costumam indicar doença moderada a grave, mas não funcionam como regra isolada. Os consensos brasileiro e latino-americano também consideram as áreas especiais, sintomas como coceira intensa, a resposta a tratamentos anteriores, a artrite e outras doenças associadas. Por isso uma psoríase pequena no rosto, nas mãos ou nos genitais pode justificar tratamento sistêmico.

Como é escolhido o tratamento da psoríase?

A escolha considera a gravidade e a extensão, as áreas acometidas, o impacto na qualidade de vida, a idade, as doenças associadas, a presença de artrite, a resposta e a tolerância a tratamentos anteriores, as contraindicações, o planejamento de gestação e a preferência do paciente.

Tratamentos tópicos

São a base nas formas leves e complementam as demais. Incluem corticoides tópicos e análogos da vitamina D, isolados ou combinados, xampus e soluções para o couro cabeludo e hidratação diária da pele.

Fototerapia

A fototerapia com UVB de banda estreita, feita em sessões regulares, é uma opção para doença disseminada. Exige deslocamento frequente e não é indicada para todos.

Medicamentos sistêmicos

Incluem os medicamentos sistêmicos convencionais, como metotrexato e ciclosporina, e pequenas moléculas orais de alvo específico, como os inibidores de PDE4 e de TYK2. O Consenso Brasileiro de Psoríase 2024 retirou a acitretina da sequência de tratamento da psoríase em placas e a reservou para situações especiais, como algumas formas palmoplantares e ungueais. A ciclosporina é usada principalmente para controle rápido, por tempo limitado. Todos exigem exames de acompanhamento.

Imunobiológicos

São usados nas formas moderadas a graves e estão explicados nas seções abaixo. Quando há artrite, o tratamento precisa funcionar na pele e na articulação. Doença inflamatória intestinal, uveíte e outras condições também influenciam a escolha da classe.

O que são imunobiológicos para psoríase?

Imunobiológicos são medicamentos produzidos por biotecnologia que bloqueiam alvos específicos das vias inflamatórias da psoríase. São aplicados por injeção, a maioria sob a pele, em intervalos que variam de semanas a meses. No Brasil, há imunobiológicos aprovados pela ANVISA para psoríase em diferentes classes:

  • Anti-TNF: bloqueiam o fator de necrose tumoral.
  • Anti-IL-17: atuam na interleucina 17 ou em seu receptor.
  • Anti-IL-23 e anti-IL-12/23: atuam na interleucina 23, que mantém a inflamação da psoríase.
  • Anti-IL-36: usado nas crises de psoríase pustulosa generalizada.

No algoritmo do Consenso Brasileiro de Psoríase 2024, os biológicos anti-interleucinas passaram à frente dos anti-TNF na sequência de escolha da psoríase em placas. A decisão continua individual.

Quando a psoríase precisa de imunobiológico?

Não existe uma regra única. O imunobiológico pode ser indicado na psoríase moderada a grave quando há resposta inadequada, intolerância ou contraindicação às terapias sistêmicas convencionais. Em situações selecionadas, pode ser considerado mais cedo, conforme a gravidade, o acometimento de áreas especiais, o impacto na qualidade de vida, a presença de artrite psoriásica e as doenças associadas.

As regras de cobertura do SUS e dos planos de saúde também influenciam o acesso. Nem todo paciente com psoríase moderada a grave precisará de imunobiológico, e a indicação é definida na consulta.

Imunobiológico é o tratamento mais forte para psoríase?

Não existe um tratamento mais forte para todos. Os imunobiológicos atuam em alvos específicos, e vários deles alcançam taxas altas de pele limpa ou quase limpa nos estudos. Ainda assim, a melhor opção depende do perfil de cada pessoa, incluindo artrite, outras doenças, risco de infecções, planos de gestação e preferência pela forma de uso.

Imunobiológico baixa a imunidade?

Depende do medicamento. Os imunobiológicos modulam vias específicas do sistema imune, e o perfil de risco varia entre as classes. Alguns exigem mais atenção a determinadas infecções, como a tuberculose no caso dos anti-TNF. Por isso há avaliação antes do início e acompanhamento durante todo o tratamento. O risco é avaliado caso a caso.

Quais avaliações são feitas antes de iniciar um imunobiológico?

  • história clínica, com infecções prévias, contato com tuberculose, viagens e doenças associadas
  • revisão dos medicamentos em uso
  • exame físico
  • exames direcionados, que costumam incluir rastreio de tuberculose latente e de hepatites B e C, além de outros conforme o medicamento
  • revisão do calendário vacinal

A lista exata depende do medicamento escolhido e do histórico de cada pessoa.

Vacinas. Em muitos tratamentos, revisar e atualizar o calendário vacinal antes do início é importante. Vacinas com vírus vivo atenuado costumam ser evitadas durante o uso de imunobiológicos, por isso a ordem das aplicações é planejada. A recomendação depende da vacina e da terapia.

Qual é a meta do tratamento da psoríase?

Hoje se busca um controle muito mais completo do que no passado: pele limpa ou quase limpa sempre que possível, com alívio da coceira e da dor e melhora da qualidade de vida. Nos estudos, isso é medido como PASI 90, uma melhora de 90% em relação ao início, e PASI 100, pele totalmente limpa. Nem todo paciente chega a esses números. A resposta é reavaliada periodicamente, e o tratamento é ajustado quando a meta não é atingida.

Psoríase e dor nas articulações: quando pensar em artrite psoriásica?

A psoríase também pode estar associada à artrite psoriásica, uma doença inflamatória que acomete articulações e outras estruturas musculoesqueléticas, como tendões e coluna. Em uma meta-análise, cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase tinha artrite psoriásica. Ela pode surgir anos depois das lesões de pele, e o risco é maior em quem tem psoríase nas unhas, no couro cabeludo ou na região entre as nádegas.

Sinais que merecem atenção:

  • dor e inchaço nas articulações, com rigidez pela manhã
  • um dedo inteiro inchado, chamado de dactilite ou dedo em salsicha
  • dor no calcanhar ou na sola do pé, onde tendões se prendem ao osso (entesite)
  • dor lombar que piora em repouso e melhora com o movimento

Esses sintomas não fecham o diagnóstico sozinhos, mas justificam avaliação. O diagnóstico precoce ajuda a evitar dano articular.

Dermatologista ou reumatologista?

O dermatologista acompanha as manifestações da psoríase na pele, no couro cabeludo e nas unhas e deve pesquisar sintomas sugestivos de artrite psoriásica. Quando há suspeita de acometimento musculoesquelético, a avaliação do reumatologista é indicada. Nem todo paciente com psoríase precisa de reumatologista.

Quando pele e articulações estão acometidas, a escolha do tratamento precisa considerar a eficácia nos dois domínios, e as recomendações da EULAR orientam a conduta na artrite. Em Moema, essa avaliação pode ser feita de forma integrada com o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, que atende no mesmo endereço. A página artrite psoriásica e psoríase explica o diagnóstico e o tratamento da artrite.

Psoríase aumenta o risco de outras doenças?

A psoríase, principalmente a moderada a grave, está associada a maior frequência de obesidade, síndrome metabólica, hipertensão, diabetes, doença cardiovascular, gordura no fígado, doença inflamatória intestinal, ansiedade e depressão. Associação não significa que a psoríase cause essas doenças, mas justifica atenção a pressão, glicemia, colesterol, peso e saúde mental durante o acompanhamento.

A psoríase é uma doença imunomediada, e não autoimune clássica. Veja também: doenças autoimunes e imunomediadas da pele.

Atendimento em Moema, São Paulo

A Dra. Thais Akemi Yoshimoto atende na Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo. No mesmo endereço atende o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, o que permite avaliar pele e articulação sem trocar de consultório.

Agendamento pelo WhatsApp (11) 91361-8190. Veja também o que esperar da consulta e as outras condições de dermatologia clínica.

Se você tem lesões persistentes, psoríase em áreas especiais ou sintomas nas articulações, a avaliação dermatológica permite definir a gravidade e o tratamento adequado para o seu caso. Conheça a Dra. Thais.

Perguntas frequentes sobre psoríase

Psoríase é contagiosa?

Não. A psoríase não é contagiosa. É uma doença imunomediada e não passa de uma pessoa para outra pelo contato, pela água ou por objetos.

Psoríase é uma doença autoimune?

Não exatamente. A psoríase é mais corretamente classificada como uma doença inflamatória imunomediada. O sistema imune participa da inflamação, mas ela não é considerada uma doença autoimune clássica.

Psoríase tem cura?

Não tem cura definitiva, mas tem controle. Com os tratamentos atuais, muitos pacientes chegam a pele limpa ou quase limpa e mantêm esse resultado por longos períodos.

Quem trata psoríase: dermatologista ou reumatologista?

O dermatologista é o médico responsável pelo tratamento da psoríase da pele, do couro cabeludo e das unhas. Quando há suspeita de artrite psoriásica, o reumatologista participa da avaliação e do tratamento.

Quando a psoríase é considerada grave?

Quando atinge grande área do corpo, tem lesões intensas ou causa impacto importante na qualidade de vida. Índices como BSA, PASI e DLQI acima de 10 costumam indicar doença moderada a grave, mas áreas especiais, artrite e falta de resposta ao tratamento também contam.

Psoríase em áreas pequenas pode ser grave?

Sim. Lesões no rosto, couro cabeludo, genitais, palmas, plantas ou unhas podem ser consideradas graves mesmo quando ocupam pouca área, pelo impacto na rotina e pela resposta pior ao tratamento tópico.

Psoríase no couro cabeludo causa queda de cabelo?

Pode aumentar a queda nas fases de atividade, em geral sem perda permanente. Com o controle da inflamação, os fios costumam voltar a crescer.

Psoríase nas unhas aumenta o risco de artrite?

Sim, há associação. Quem tem psoríase nas unhas tem mais chance de artrite psoriásica e deve ficar atento a dor, inchaço ou rigidez nas articulações. Isso não significa que a artrite vai aparecer em todos.

Psoríase pode dar dor nas articulações?

Sim. A psoríase pode estar associada à artrite psoriásica. Dor e inchaço articular, rigidez pela manhã, dedos inchados e dor no calcanhar merecem avaliação.

O que é artrite psoriásica?

É uma doença inflamatória das articulações, tendões e coluna associada à psoríase. Em uma meta-análise, afetava cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a evitar dano articular.

Quando procurar um reumatologista?

Quando há dor, inchaço ou rigidez nas articulações, dedos inchados, dor no calcanhar ou dor lombar que melhora com o movimento. Nesses casos, a avaliação conjunta com o reumatologista é indicada.

O que são imunobiológicos?

São medicamentos produzidos por biotecnologia que bloqueiam alvos específicos da inflamação da psoríase, como o TNF e as interleucinas 17 e 23. São aplicados por injeção, em intervalos de semanas a meses.

Quando a psoríase precisa de imunobiológico?

Na psoríase moderada a grave, em geral quando há resposta inadequada, intolerância ou contraindicação às terapias sistêmicas convencionais. Em situações selecionadas, como áreas especiais com grande impacto ou artrite associada, pode ser considerado mais cedo.

Quanto tempo o imunobiológico leva para fazer efeito?

Muitos pacientes notam melhora nas primeiras semanas. A resposta costuma ser avaliada após cerca de três a quatro meses de tratamento, e o resultado pode continuar melhorando depois disso.

Imunobiológico baixa a imunidade?

Depende do medicamento. Cada classe modula uma via específica do sistema imune e tem perfil de segurança próprio. Por isso há rastreio de infecções antes do início e acompanhamento durante o tratamento.

É preciso fazer exames antes do imunobiológico?

Sim. Em geral são feitos rastreio de tuberculose latente e de hepatites B e C, além de outros exames conforme o medicamento e o histórico de cada pessoa.

Preciso atualizar vacinas antes de usar imunobiológico?

Em muitos casos, sim. Revisar o calendário vacinal antes do início é importante, porque vacinas com vírus vivo atenuado costumam ser evitadas durante o tratamento. A recomendação depende da vacina e da terapia.

Imunobiológico precisa ser usado para sempre?

Não necessariamente, mas o uso costuma ser prolongado. A psoríase é crônica, e a suspensão frequentemente leva à volta das lesões. Ajustes de intervalo ou pausas são discutidos caso a caso.

Psoríase pode voltar mesmo com tratamento?

Sim. A doença pode ter períodos de piora, especialmente com infecções, estresse ou interrupção do tratamento. O acompanhamento regular permite ajustar a terapia.

Qual é a meta do tratamento atualmente?

Pele limpa ou quase limpa sempre que possível, com melhora da coceira, da dor e da qualidade de vida. Nos estudos, isso corresponde a PASI 90 ou PASI 100, embora nem todo paciente chegue a esses valores.

Psoríase pode afetar outras partes do corpo?

Sim. Além da pele, pode atingir unhas, couro cabeludo e articulações, e está associada a maior frequência de doenças cardiovasculares, metabólicas, intestinais e de saúde mental.

Quem tem psoríase pode tratar durante a gestação?

Sim, existem opções de tratamento na gestação. Alguns medicamentos orais são contraindicados e precisam ser suspensos antes da concepção, por isso o planejamento da gravidez deve ser conversado com o dermatologista com antecedência.

Referências

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Texto: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, médica dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Última revisão: outubro de 2026. Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individual.

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