Lúpus cutâneo é o lúpus que se manifesta na pele. Causa manchas avermelhadas, placas com descamação e, em alguns casos, cicatrizes e queda de cabelo. Pode existir sozinho ou junto com o lúpus sistêmico. Esta página foi escrita pela dermatologista Dra. Thais Akemi Yoshimoto, que atende em Moema, São Paulo.
Pontos principais

Lúpus cutâneo agudo
Vermelhidão nas bochechas e no nariz, em formato de asa de borboleta. Costuma acompanhar o lúpus sistêmico ativo. Não deixa cicatriz.
Lúpus cutâneo subagudo
Placas avermelhadas em forma de anel ou com descamação fina, em áreas expostas ao sol: colo, ombros, braços e costas. É muito sensível à luz. Pode ser desencadeado por medicamentos, como hidroclorotiazida, terbinafina e inibidores de bomba de prótons.
Lúpus discoide
Placas arredondadas, com descamação presa à pele, que deixam áreas afinadas, claras ou escuras ao cicatrizar. Aparece no rosto, nas orelhas e no couro cabeludo. No couro cabeludo, destrói o folículo e a falha de cabelo fica permanente. A investigação de queda de cabelo está em tricologia.
O diagnóstico começa pelo exame da pele, com atenção a couro cabeludo, orelhas, boca e unhas. A biópsia confirma o tipo de lesão na maioria dos casos. A atividade e o dano na pele podem ser medidos pelo CLASI, um escore que acompanha a resposta ao tratamento.
Exames de sangue ajudam a investigar lúpus sistêmico associado: FAN, anticorpos como anti-Ro, hemograma, função dos rins e exame de urina.
Manchas e cicatrizes do lúpus discoide podem ser tratadas depois que a doença está controlada. Procedimentos sobre lesões ativas podem piorar o quadro. A indicação é individual e sempre considera a atividade da doença.
Todo paciente com lúpus cutâneo deve ser avaliado para lúpus sistêmico, no diagnóstico e ao longo do seguimento. Sinais de alerta:
Nesses casos, o acompanhamento é feito em conjunto com o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, que atende no mesmo consultório. A página lúpus cutâneo e lúpus sistêmico detalha os sinais de progressão, os exames e o tratamento do lúpus sistêmico. Quando há acometimento dos rins, veja nefrite lúpica.
A Dra. Thais Akemi Yoshimoto atende na Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo. No mesmo endereço atende o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin. O paciente com lúpus na pele pode ser avaliado pelas duas especialidades sem trocar de consultório.
Agendamento pelo WhatsApp (11) 91361-8190. Veja também a página de psoríase e as outras condições de dermatologia clínica.
Lúpus cutâneo é contagioso?
Não. É uma doença autoimune. Não passa de uma pessoa para outra.
Como é feito o diagnóstico do lúpus cutâneo?
Pelo exame da pele e, na maioria dos casos, por biópsia. Exames de sangue ajudam a investigar se há lúpus sistêmico associado.
Lúpus na pele deixa cicatriz?
O lúpus discoide pode deixar cicatriz, manchas e queda de cabelo permanente quando não é tratado a tempo. As formas aguda e subaguda costumam melhorar sem cicatriz.
Qual protetor solar usar com lúpus?
Protetor de amplo espectro, com proteção alta, aplicado em quantidade adequada e reaplicado ao longo do dia. Roupas com proteção UV, chapéu e evitar o sol do meio do dia completam a proteção.
Lúpus cutâneo pode virar lúpus sistêmico?
Pode. Uma revisão sistemática encontrou progressão entre 0% e 42% dos adultos, conforme o estudo. Por isso o acompanhamento inclui avaliação periódica com reumatologista.
Posso fazer procedimentos estéticos tendo lúpus cutâneo?
Depende da atividade da doença e do procedimento. Lesões ativas não devem ser tratadas com procedimentos. Com a doença controlada, a indicação é avaliada caso a caso.
Texto: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Última revisão: setembro de 2026. Conteúdo informativo, não substitui consulta.
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