O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Segundo o INCA, são esperados cerca de 263 mil casos de câncer de pele não melanoma por ano no triênio 2026–2028, mais de 30% de todos os casos de câncer no país. Os tipos principais são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.
Quando descoberto cedo, a maioria dos casos é tratada com cirurgia simples e tem cura. O dermatologista é o médico que avalia pintas e lesões suspeitas, faz o diagnóstico com exame clínico, dermatoscopia e biópsia e trata ou encaminha cada caso.
A Dra. Thais Akemi Yoshimoto é médica dermatologista e atende em Moema, São Paulo. No consultório, ela faz a avaliação de pintas e lesões de pele, biópsias e cirurgias dermatológicas.
Procure o dermatologista se notar:
A maioria dessas alterações não é câncer. A avaliação serve para separar o que é benigno do que precisa de biópsia.
É o câncer de pele mais comum. Cresce devagar e quase nunca se espalha para outros órgãos, mas pode destruir os tecidos ao redor se não for tratado. Aparece como um nódulo perolado, uma ferida que não cicatriza ou uma placa avermelhada e descamativa, em geral no rosto, nas orelhas e em outras áreas expostas ao sol.
É o segundo mais comum. Costuma surgir como uma lesão avermelhada, áspera ou com crosta, que pode virar ferida. Tem mais capacidade de invasão do que o basocelular, e uma parte pequena dos casos pode se espalhar para os linfonodos. O risco é maior em lábios, orelhas, lesões grandes ou profundas e em pessoas imunossuprimidas, como transplantados. Com tratamento adequado, a taxa de cura em cinco anos passa de 90%.
Nasce dos melanócitos, as células que produzem o pigmento da pele. É menos frequente, mas responde pela maior parte das mortes por câncer de pele. Pode surgir de uma pinta que já existia ou aparecer como uma pinta nova. O prognóstico depende muito da espessura no momento do diagnóstico, por isso descobrir cedo faz diferença.
Alguns melanomas não têm pigmento e aparecem como lesões rosadas ou avermelhadas. São chamados de amelanóticos e costumam ser reconhecidos mais tarde porque não parecem uma pinta.
Em pessoas de pele mais escura e de ascendência asiática, o melanoma aparece proporcionalmente mais nas palmas das mãos, nas solas dos pés e nas unhas, onde é fácil passar despercebido. Veja também cuidados com a pele asiática.
O tratamento depende do tipo, do tamanho, da localização e do risco de cada tumor.
Muitas lesões pequenas são retiradas no próprio consultório, com anestesia local. Veja a página de cirurgia dermatológica.
Pessoas de pele mais escura também têm câncer de pele, com menor frequência e muitas vezes diagnosticado mais tarde.
A ceratose actínica é uma lesão áspera, às vezes avermelhada e sensível ao toque, que surge em áreas com muito sol acumulado, como rosto, couro cabeludo calvo, orelhas, antebraços e dorso das mãos. Ela é um sinal de dano solar e pode evoluir para carcinoma espinocelular em uma parte dos casos. Muitas vezes há várias lesões na mesma área, o chamado campo de cancerização.
O tratamento pode ser feito com crioterapia (congelamento), curetagem, medicamentos tópicos, terapia fotodinâmica ou peelings, conforme o número de lesões e a área. O acompanhamento continua depois, porque a pele com dano solar pode formar novas lesões.
Em um estudo randomizado na Austrália, o uso diário de protetor solar reduziu a ocorrência de melanoma nos anos seguintes, além de prevenir carcinoma espinocelular.
Qual médico procurar para avaliar uma pinta?
O dermatologista. Ele examina a pele inteira, faz a dermatoscopia e decide se a pinta pode ser acompanhada ou se precisa de biópsia.
Como saber se uma pinta é perigosa?
Pelos sinais do ABCDE: assimetria, bordas irregulares, várias cores, diâmetro maior que 6 mm e, principalmente, evolução. Uma pinta diferente das outras também merece atenção. A confirmação depende do exame com dermatoscopia e, se necessário, da biópsia.
Câncer de pele tem cura?
Na maioria dos casos, sim, quando tratado cedo. Carcinomas basocelulares e espinocelulares são curados com cirurgia na grande maioria das vezes. No melanoma, as chances dependem da espessura do tumor no diagnóstico.
Carcinoma basocelular é grave?
É o câncer de pele menos agressivo e quase nunca se espalha para outros órgãos. Ainda assim, precisa ser tratado, porque cresce no local e pode destruir tecidos, principalmente no rosto.
Melanoma pode aparecer na unha ou na sola do pé?
Pode. Uma faixa escura nova ou que se alarga na unha e manchas escuras nas palmas e solas devem ser avaliadas. Esse tipo de melanoma é proporcionalmente mais comum em pessoas de pele mais escura e de ascendência asiática.
Toda pinta precisa ser retirada?
Não. A maioria das pintas é benigna e só precisa de acompanhamento. A retirada é indicada quando há suspeita no exame, mudança ao longo do tempo ou incômodo.
Com que frequência devo examinar a pele com o dermatologista?
Depende do risco. Pessoas com muitas pintas, história de câncer de pele ou casos de melanoma na família costumam precisar de avaliações mais frequentes. O intervalo é definido na consulta.
O que é dermatoscopia?
É um exame feito no consultório com um aparelho de aumento e luz própria, que mostra estruturas da pinta que não são vistas a olho nu. É rápido e indolor e aumenta a precisão do diagnóstico.
A biópsia de pele dói?
É feita com anestesia local, então a dor se limita à picada da anestesia. O procedimento é rápido e, em geral, deixa uma cicatriz pequena.
Protetor solar previne câncer de pele?
Sim. O uso regular de protetor solar reduz o risco de carcinoma espinocelular e, segundo um estudo randomizado, também de melanoma. Ele funciona melhor junto com sombra, roupas e chapéu.
Quem tem pele escura ou asiática pode ter câncer de pele?
Pode, com menor frequência. Nesses grupos o melanoma aparece proporcionalmente mais nas palmas, solas e unhas, e o diagnóstico costuma ser mais tardio.
Ceratose actínica é câncer?
É uma lesão pré-cancerígena causada pelo sol. Uma parte pode evoluir para carcinoma espinocelular, por isso costuma ser tratada e acompanhada.
A Dra. Thais Akemi Yoshimoto é médica dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177, e atende na Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo.
Se você notou uma pinta nova, uma mudança em uma pinta antiga ou uma ferida que não cicatriza, a avaliação dermatológica com dermatoscopia ajuda a definir se a lesão pode ser acompanhada ou precisa de biópsia. Veja o que esperar da consulta.
Texto: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, médica dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Última revisão: outubro de 2026. Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individual.
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