Queda de cabelo e tricologia em São Paulo

A queda de cabelo tem várias causas possíveis. As mais comuns são o eflúvio telógeno e a alopecia androgenética. Doenças inflamatórias e autoimunes do couro cabeludo também podem causar queda, e algumas delas levam à perda definitiva dos fios quando não são tratadas a tempo.

O dermatologista é o médico que investiga e trata as doenças dos cabelos e do couro cabeludo. A consulta inclui a história clínica, o exame do couro cabeludo e a tricoscopia. Exames de sangue e biópsia são pedidos quando a suspeita clínica justifica.

A Dra. Thais Akemi Yoshimoto é médica dermatologista e atende em Moema, São Paulo. No consultório, ela avalia queda de cabelo e doenças do couro cabeludo em mulheres e homens.

Qual médico procurar para queda de cabelo?

O dermatologista. É o especialista em pele, cabelos e unhas, e o médico que diagnostica as diferentes causas de queda de cabelo e define o tratamento.

Na dermatologia, a tricologia é a área dedicada ao estudo e à avaliação das doenças dos cabelos e do couro cabeludo. Não é uma profissão separada do dermatologista. O termo “tricologista” às vezes é usado por profissionais que não são médicos. O diagnóstico das alopecias e a prescrição de medicamentos cabem ao médico.

Quando a queda de cabelo precisa ser investigada?

Perder alguns fios por dia faz parte do ciclo normal do cabelo. Vale procurar avaliação quando a queda aumenta e se mantém por semanas, ou quando aparece algum destes sinais:

  • redução do volume do cabelo
  • risca mais larga
  • entradas mais profundas ou rarefação no alto da cabeça
  • falhas arredondadas ou áreas sem cabelo
  • coceira, descamação, vermelhidão, dor ou ardência no couro cabeludo
  • perda de fios das sobrancelhas ou dos cílios
  • áreas lisas e brilhantes, em que não se veem mais as aberturas dos fios

O último sinal sugere cicatrização. Nas alopecias cicatriciais, a inflamação pode destruir o folículo, e a perda naquela área passa a ser permanente. O tratamento precoce busca controlar a inflamação e preservar os fios que ainda existem.

Dra. Thais Akemi Yoshimoto examina o couro cabeludo de um paciente com dermatoscópio

Como é feita a avaliação da queda de cabelo?

  1. História clínica. Quando a queda começou e como evoluiu, doenças e cirurgias recentes, gestação, mudanças de peso, alimentação, medicamentos em uso, casos na família e rotina de cuidados com o cabelo.
  2. Exame dos fios e do couro cabeludo. Padrão e distribuição da perda, densidade, sinais de inflamação, descamação ou cicatriz. O teste de tração ajuda a estimar se há queda ativa.
  3. Tricoscopia. É a dermatoscopia aplicada aos cabelos e ao couro cabeludo. Mostra diferenças de espessura entre os fios, fios quebrados, a presença ou ausência das aberturas dos folículos e sinais de inflamação. Ajuda a diferenciar causas que parecem iguais a olho nu.
  4. Exames laboratoriais, quando indicados. São escolhidos conforme a suspeita clínica. Ferritina, função da tireoide ou dosagens hormonais podem ser úteis em alguns casos e desnecessárias em outros. Não existe um painel padrão para todas as pessoas.
  5. Biópsia do couro cabeludo, em situações específicas. Indicada principalmente na suspeita de alopecia cicatricial e quando o diagnóstico continua incerto após o exame.

Quais são as principais causas de queda de cabelo?

Eflúvio telógeno

É uma queda difusa: os fios caem de todo o couro cabeludo, sem formar falhas. Acontece quando uma parte maior dos folículos entra ao mesmo tempo na fase de repouso do ciclo do cabelo. A queda costuma começar dois a três meses depois do evento que a desencadeou.

Entre os gatilhos possíveis estão infecções com febre, cirurgias, o pós-parto, perda importante de peso, deficiência de ferro e outras carências nutricionais, alterações da tireoide e alguns medicamentos. Encontrar um desses fatores na história não fecha o diagnóstico. O eflúvio pode coexistir com a alopecia androgenética, por exemplo.

Na forma aguda, a queda tende a diminuir alguns meses depois que o gatilho é resolvido. Quando passa de seis meses, é chamada de eflúvio telógeno crônico e pede uma investigação mais detalhada.

Queda de cabelo pós-parto. É uma forma de eflúvio telógeno. Costuma começar entre o segundo e o quarto mês após o parto e melhora espontaneamente na maioria das mulheres ao longo do primeiro ano. Se a queda persistir ou vier com afinamento localizado, vale investigar.

Alopecia androgenética

É a causa mais frequente de perda de cabelo em homens e mulheres. Os folículos ficam progressivamente menores e passam a produzir fios mais finos e mais curtos, processo chamado de miniaturização. Tem influência genética e hormonal.

No homem, aparece como entradas e rarefação no alto da cabeça. Na mulher, a linha da frente geralmente se mantém e o afinamento se concentra no topo, com alargamento da risca. Como é progressiva, os resultados costumam ser melhores quando o tratamento começa cedo.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune. O sistema imune ataca o folículo, que continua vivo e pode voltar a produzir cabelo. A apresentação mais comum são falhas arredondadas e lisas no couro cabeludo. Pode atingir barba, sobrancelhas e cílios e, nos casos mais extensos, todo o couro cabeludo ou todos os pelos do corpo. Cerca de 2% das pessoas têm alopecia areata em algum momento da vida.

Alopecias cicatriciais

Nesse grupo, a inflamação destrói o folículo e o substitui por tecido de cicatriz. A perda nas áreas afetadas é permanente. Por isso o diagnóstico precoce tem tanto peso: o tratamento procura interromper a progressão e proteger o cabelo que ainda existe. Entre as principais estão:

  • Líquen plano pilar: vermelhidão e descamação ao redor dos fios, às vezes com coceira ou ardência.
  • Alopecia frontal fibrosante: recuo lento da linha frontal do cabelo, muitas vezes com perda das sobrancelhas. É mais frequente em mulheres após a menopausa.
  • Lúpus discoide: placas avermelhadas e descamativas que evoluem com cicatriz e áreas sem cabelo. Mais informações na página sobre lúpus cutâneo.
  • Foliculite decalvante: inflamação com pústulas e crostas que deixa áreas cicatriciais.

Na suspeita de alopecia cicatricial, a biópsia do couro cabeludo costuma ser necessária para confirmar o tipo.

Doenças do couro cabeludo

Algumas doenças afetam principalmente a pele do couro cabeludo e podem aumentar a queda quando estão ativas.

  • Dermatite seborreica: descamação amarelada e oleosa, com coceira. A caspa é a sua forma mais leve. Tem curso crônico, com fases de melhora e piora.
  • Psoríase do couro cabeludo: placas vermelhas e espessas, com escamas, que podem ultrapassar a linha do cabelo. Mais detalhes na página de psoríase.
  • Tinha do couro cabeludo: infecção por fungos, mais comum em crianças. Causa descamação e falhas com fios quebrados, e o tratamento é feito com antifúngico oral.

Queda de cabelo após emagrecimento: por que acontece?

Perda de peso rápida ou acentuada é um gatilho conhecido de eflúvio telógeno. Restrição calórica importante, pouca proteína na alimentação, deficiência de ferro e de outros nutrientes e a cirurgia bariátrica podem contribuir. A queda costuma aparecer alguns meses depois do início do emagrecimento.

A dúvida ficou mais frequente com o uso de medicamentos como a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro). Estudos de farmacovigilância e coortes retrospectivas mostram mais relatos de queda nesses pacientes, mas a relação de causa ainda não está estabelecida. Em muitos casos, a explicação mais provável é o próprio emagrecimento rápido e as mudanças nutricionais que o acompanham.

A queda, por si só, não costuma exigir a suspensão do medicamento, e qualquer mudança deve ser combinada com o médico que o prescreveu. A avaliação dermatológica confirma se o quadro é de eflúvio, procura deficiências que possam ser corrigidas e verifica se existe outra causa associada, como a alopecia androgenética.

Como é definido o tratamento da queda de cabelo?

O tratamento depende do diagnóstico. Eflúvio telógeno, alopecia androgenética, alopecia areata e alopecias cicatriciais têm mecanismos diferentes e são tratados de formas diferentes. Por isso a consulta começa pela investigação da causa.

Conforme o caso, o plano pode incluir:

  • medicamentos tópicos
  • medicamentos orais
  • correção dos fatores desencadeantes identificados, como deficiência de ferro ou alteração da tireoide
  • controle da inflamação nas alopecias autoimunes e cicatriciais
  • tratamento da dermatite seborreica, da psoríase ou de infecções do couro cabeludo

Procedimentos em consultório, como intradermoterapia, MMP (microinfusão de medicamentos na pele) e LED ou laser de baixa intensidade, podem ser usados como complemento em situações selecionadas, quando há indicação médica. Eles não substituem o tratamento da causa.

A resposta é lenta, porque o ciclo do cabelo leva meses. Em geral, o resultado é avaliado depois de três a seis meses de tratamento, com fotos e tricoscopia de acompanhamento.

Perguntas frequentes sobre queda de cabelo

Qual médico procurar para queda de cabelo?

O dermatologista. É o especialista em doenças da pele, dos cabelos e das unhas e quem faz o diagnóstico das alopecias. Se a investigação mostrar uma doença de outra área associada, ele encaminha ao especialista correspondente.

Dermatologista ou tricologista: qual procurar?

Para investigar e tratar queda de cabelo, procure um dermatologista. Tricologia é a área da dermatologia dedicada aos cabelos e ao couro cabeludo, e não uma especialidade médica à parte. O termo “tricologista” também é usado por profissionais que não são médicos, que não podem diagnosticar doenças nem prescrever medicamentos.

Como saber se minha queda de cabelo é normal?

Perder alguns fios por dia faz parte do ciclo do cabelo. Merecem avaliação a queda que aumenta e se mantém por semanas, a redução de volume, a risca mais larga, as falhas e os sintomas no couro cabeludo, como coceira, dor ou descamação.

Quais exames são feitos para investigar queda de cabelo?

A base é o exame clínico com tricoscopia. Exames de sangue, como ferritina ou função da tireoide, são pedidos conforme a suspeita e nem sempre são necessários. A biópsia do couro cabeludo fica para casos específicos, principalmente a suspeita de alopecia cicatricial.

Queda de cabelo depois de emagrecer é normal?

É comum. A perda de peso rápida pode desencadear eflúvio telógeno, que aparece alguns meses depois e costuma melhorar quando o peso se estabiliza e a alimentação está adequada. Se a queda passar de seis meses ou vier com falhas ou afinamento localizado, vale investigar outras causas.

Ozempic ou Mounjaro podem estar relacionados à queda de cabelo?

Pode haver relação, mas ela ainda não está bem definida. Há mais relatos de queda em pessoas que usam semaglutida ou tirzepatida, e a explicação mais provável é o emagrecimento rápido, que favorece o eflúvio telógeno. Não suspenda o medicamento por conta própria. A avaliação dermatológica ajuda a confirmar a causa e orientar o tratamento.

Alopecia feminina tem tratamento?

Sim. A forma mais comum na mulher é a alopecia androgenética, que tem tratamentos tópicos e orais para frear a progressão e melhorar a densidade. Como outras causas podem coexistir, o tratamento começa por um diagnóstico preciso. A resposta é gradual e o uso precisa ser contínuo.

Alopecia areata é uma doença autoimune?

Sim. O sistema imune ataca o folículo piloso, que permanece vivo. Por isso o cabelo pode voltar a crescer, espontaneamente ou com tratamento. O curso é imprevisível e o tratamento varia conforme a extensão da doença.

Queda de cabelo pode ser causada por falta de vitaminas?

Pode, principalmente a deficiência de ferro e, em alguns casos, de outros nutrientes. Suplementar sem deficiência comprovada não tem benefício demonstrado. O excesso de vitamina A ou de selênio pode até causar queda, e a biotina em doses altas pode alterar resultados de exames de laboratório.

Quando a queda de cabelo pode ser permanente?

Nas alopecias cicatriciais, em que o folículo é destruído. Na alopecia androgenética sem tratamento, a miniaturização progressiva também pode levar a uma perda difícil de reverter. O eflúvio telógeno e a alopecia areata, em geral, preservam o folículo.

O dermatologista faz tricoscopia?

Sim. A tricoscopia é feita com o dermatoscópio e faz parte da consulta dermatológica de queda de cabelo. É um exame rápido e indolor, realizado no próprio consultório.

Quanto tempo demora para o cabelo voltar a crescer?

Depende da causa e do ciclo do cabelo. O fio cresce em média cerca de 1 cm por mês. No eflúvio telógeno, a queda costuma diminuir alguns meses depois de resolvido o gatilho, e a recuperação do volume leva mais tempo. Não é possível prever um prazo individual antes da avaliação.

Atendimento em Moema, São Paulo

A Dra. Thais Akemi Yoshimoto é médica dermatologista e atende na Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo.

Se você percebe aumento da queda, redução da densidade ou alterações no couro cabeludo, a avaliação dermatológica ajuda a identificar a causa e definir o tratamento indicado para cada caso. Veja o que esperar da consulta.

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Texto: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Última revisão: outubro de 2026. Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individual.

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