A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, imunomediada e não contagiosa. Forma placas avermelhadas com descamação e pode atingir couro cabeludo, unhas e articulações. Esta página foi escrita pela dermatologista Dra. Thais Akemi Yoshimoto, que atende em Moema, São Paulo.
Pontos principais
Estresse, infecções, trauma na pele, tabagismo, consumo de álcool e excesso de peso. Alguns medicamentos também podem piorar, como lítio e betabloqueadores. A retirada de corticoide oral ou injetável pode causar piora importante, por isso esse tipo de remédio não é usado no tratamento da psoríase.
Na consulta dermatológica, a psoríase é quantificada para orientar o tratamento e acompanhar a resposta:
Valores acima de 10 em qualquer um desses índices costumam indicar doença moderada a grave. Lesões em rosto, couro cabeludo, unhas, palmas, plantas e genitais podem justificar tratamento sistêmico mesmo quando a área total é pequena.
Doença leve
Tratamento tópico com corticoides e análogos da vitamina D, isolados ou combinados. Hidratação diária da pele. Xampus e soluções específicos para o couro cabeludo.
Doença moderada a grave
A escolha considera extensão, áreas acometidas, doenças associadas, planos de gestação e a presença de artrite. Quando há artrite, o remédio precisa funcionar na pele e na articulação.
Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase desenvolve artrite psoriásica. O risco é maior com psoríase de unha, de couro cabeludo e da região entre as nádegas. Sinais de alerta:
Nesses casos, a avaliação é feita em conjunto com o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, que atende no mesmo consultório. A página artrite psoriásica e psoríase explica como é o diagnóstico da artrite e como se escolhe um tratamento que cubra pele e articulação.
A psoríase moderada a grave se associa a maior risco cardiovascular, diabetes, gordura no fígado, depressão e doença inflamatória intestinal. Pressão, glicemia, colesterol e peso fazem parte do acompanhamento.
A Dra. Thais Akemi Yoshimoto atende na Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo. No mesmo endereço atende o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, o que permite avaliar pele e articulação sem trocar de consultório.
Agendamento pelo WhatsApp (11) 91361-8190. Veja também o que esperar da consulta e as outras condições de dermatologia clínica.
Psoríase é contagiosa?
Não. A psoríase é uma doença imunomediada. Não passa de uma pessoa para outra pelo contato, pela água ou por objetos.
Psoríase tem cura?
Não tem cura definitiva, mas tem controle. Com os tratamentos atuais, muitos pacientes chegam a pele limpa ou quase limpa e mantêm esse resultado.
Qual a diferença entre psoríase leve e grave?
A gravidade considera a área de pele acometida (BSA), a intensidade das lesões (PASI) e o impacto na qualidade de vida (DLQI). Lesões em rosto, couro cabeludo, unhas, palmas, plantas ou genitais pesam mais, mesmo quando pequenas.
Psoríase nas unhas é mais preocupante?
A psoríase ungueal está associada a maior chance de artrite psoriásica. Quem tem alteração de unha deve ser perguntado sobre dor articular a cada consulta.
Quando a psoríase precisa de imunobiológico?
Quando a doença é moderada a grave, quando atinge áreas especiais com grande impacto ou quando os tratamentos tópicos, a fototerapia e os remédios convencionais não controlam.
Dor nas articulações pode ser da psoríase?
Pode. Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase desenvolve artrite psoriásica. Nesses casos a avaliação é feita junto com o reumatologista.
Texto: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Última revisão: setembro de 2026. Conteúdo informativo, não substitui consulta.
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