Psoríase: tipos, gravidade e tratamento

Sobre

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, imunomediada e não contagiosa. Forma placas avermelhadas com descamação e pode atingir couro cabeludo, unhas e articulações. Esta página foi escrita pela dermatologista Dra. Thais Akemi Yoshimoto, que atende em Moema, São Paulo.

Pontos principais

  • A forma mais comum é a psoríase em placas, em cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombar.
  • A gravidade é medida pela área acometida (BSA), pela intensidade (PASI) e pelo impacto na vida (DLQI).
  • Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase desenvolve artrite psoriásica.
  • Há tratamento para cada nível: tópicos, fototerapia, remédios orais e imunobiológicos.
  • A meta atual é pele limpa ou quase limpa (PASI 90 ou PASI 100).

Tipos de psoríase

  • Em placas: a mais frequente. Placas bem delimitadas, avermelhadas, com escamas prateadas.
  • Couro cabeludo: descamação espessa que ultrapassa a linha do cabelo. Muitas vezes confundida com caspa. A avaliação do couro cabeludo é detalhada em tricologia.
  • Ungueal: furinhos na unha, descolamento, manchas amareladas e espessamento.
  • Invertida: nas dobras, como axilas, virilhas e abaixo das mamas. Tem pouca escama e é úmida.
  • Gutata: pequenas lesões em gota espalhadas pelo corpo, comum após infecção de garganta.
  • Palmoplantar: nas palmas das mãos e plantas dos pés, com fissuras que atrapalham trabalho e caminhada.
  • Pustulosa e eritrodérmica: formas raras e graves, com pústulas ou vermelhidão em quase todo o corpo. Precisam de atendimento rápido.

O que piora a psoríase

Estresse, infecções, trauma na pele, tabagismo, consumo de álcool e excesso de peso. Alguns medicamentos também podem piorar, como lítio e betabloqueadores. A retirada de corticoide oral ou injetável pode causar piora importante, por isso esse tipo de remédio não é usado no tratamento da psoríase.

Como a gravidade é medida

Na consulta dermatológica, a psoríase é quantificada para orientar o tratamento e acompanhar a resposta:

  • BSA: porcentagem da superfície do corpo acometida. A palma da mão do paciente equivale a cerca de 1%.
  • PASI: combina extensão, vermelhidão, espessura e descamação em cada região do corpo.
  • DLQI: questionário de impacto na qualidade de vida.

Valores acima de 10 em qualquer um desses índices costumam indicar doença moderada a grave. Lesões em rosto, couro cabeludo, unhas, palmas, plantas e genitais podem justificar tratamento sistêmico mesmo quando a área total é pequena.

Tratamento dermatológico

Doença leve

Tratamento tópico com corticoides e análogos da vitamina D, isolados ou combinados. Hidratação diária da pele. Xampus e soluções específicos para o couro cabeludo.

Doença moderada a grave

  • Fototerapia: UVB de banda estreita, em sessões semanais.
  • Remédios orais convencionais: metotrexato, acitretina e ciclosporina, com exames de controle.
  • Terapia oral alvo: apremilaste.
  • Imunobiológicos: anti-TNF, inibidores de IL-17 e inibidores de IL-23. São os tratamentos com maior chance de pele limpa.

A escolha considera extensão, áreas acometidas, doenças associadas, planos de gestação e a presença de artrite. Quando há artrite, o remédio precisa funcionar na pele e na articulação.

Quando a psoríase chega às articulações

Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase desenvolve artrite psoriásica. O risco é maior com psoríase de unha, de couro cabeludo e da região entre as nádegas. Sinais de alerta:

  • Dor e inchaço em articulações, com rigidez pela manhã.
  • Um dedo inteiro inchado, conhecido como dedo em salsicha.
  • Dor no calcanhar ou na sola do pé.
  • Dor lombar que melhora com movimento.

Nesses casos, a avaliação é feita em conjunto com o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, que atende no mesmo consultório. A página artrite psoriásica e psoríase explica como é o diagnóstico da artrite e como se escolhe um tratamento que cubra pele e articulação.

Doenças associadas

A psoríase moderada a grave se associa a maior risco cardiovascular, diabetes, gordura no fígado, depressão e doença inflamatória intestinal. Pressão, glicemia, colesterol e peso fazem parte do acompanhamento.

Atendimento em Moema, São Paulo

A Dra. Thais Akemi Yoshimoto atende na Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo. No mesmo endereço atende o reumatologista Dr. Henrique Dalmolin, o que permite avaliar pele e articulação sem trocar de consultório.

Agendamento pelo WhatsApp (11) 91361-8190. Veja também o que esperar da consulta e as outras condições de dermatologia clínica.

Perguntas frequentes

Psoríase é contagiosa?

Não. A psoríase é uma doença imunomediada. Não passa de uma pessoa para outra pelo contato, pela água ou por objetos.

Psoríase tem cura?

Não tem cura definitiva, mas tem controle. Com os tratamentos atuais, muitos pacientes chegam a pele limpa ou quase limpa e mantêm esse resultado.

Qual a diferença entre psoríase leve e grave?

A gravidade considera a área de pele acometida (BSA), a intensidade das lesões (PASI) e o impacto na qualidade de vida (DLQI). Lesões em rosto, couro cabeludo, unhas, palmas, plantas ou genitais pesam mais, mesmo quando pequenas.

Psoríase nas unhas é mais preocupante?

A psoríase ungueal está associada a maior chance de artrite psoriásica. Quem tem alteração de unha deve ser perguntado sobre dor articular a cada consulta.

Quando a psoríase precisa de imunobiológico?

Quando a doença é moderada a grave, quando atinge áreas especiais com grande impacto ou quando os tratamentos tópicos, a fototerapia e os remédios convencionais não controlam.

Dor nas articulações pode ser da psoríase?

Pode. Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase desenvolve artrite psoriásica. Nesses casos a avaliação é feita junto com o reumatologista.

Referências

  • Menter A, et al. Joint AAD-NPF guidelines of care for the management and treatment of psoriasis with biologics. J Am Acad Dermatol. 2019;80(4):1029-1072. doi:10.1016/j.jaad.2018.11.057
  • Alinaghi F, et al. Prevalence of psoriatic arthritis in patients with psoriasis: a systematic review and meta-analysis. J Am Acad Dermatol. 2019;80(1):251-265. doi:10.1016/j.jaad.2018.06.027

Texto: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Última revisão: setembro de 2026. Conteúdo informativo, não substitui consulta.

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